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A opinião de Pedro Matias
A minha felicidade é maior que a tua!
7 de novembro de 2019
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A minha felicidade é maior que a tua!

No geral gostamos imenso de siglas e de acrónimos. Ele há-os para todos os gostos e feitios e em todas as profissões e disciplinas. Em Economia ou em Gestão, por exemplo, as siglas ou as “buzzwords” sucedem-se a uma velocidade estonteante. Mas também em muitas outras áreas.

Vem isto a propósito da discussão tantas vezes efetuada em torno do PIB. O famoso PIB. Lá vamos nós também entrar no universo das siglas. PIB = Produto Interno Bruto, ou seja, grosso modo, aquilo que um país “produz” ou o que simboliza a “riqueza das Nações”.

Aqui entramos logo numa discussão interminável. O PIB de Portugal é “X”. O PIB português cresceu “Y”. Há mais de uma década que o PIB do nosso país não cresce mais de “Z”. O PIB dos Estados Unidos da América é “A”, o da Suécia é “B”, o do Japão é “C”. O da Austrália não sei porquê, mas nunca aparece muito nas discussões.

O Parlamento português discute o PIB. Em Bruxelas discutimos o PIB, no Eurogrupo então o PIB é um fetiche de grande efeito… Caso para dizer que o meu PIB é maior que o teu. Este é certamente o sonho de qualquer Ministro do Eurogrupo.

No G8 ou no G20 (mais uma sigla) o PIB também permite sentar à mesma mesa um clube exclusivo, (uma espécie de passageiros NAVIGATOR, acima dos “Gold” – o novo estatuto secreto que as Companhias Aéreas criaram para distinguir os passageiros que contribuem muito para o PIB…), e onde se debate depois como os países com mais PIB vão aumentar ainda mais o PIB.

Ou seja, o PIB está para os Políticos como o EBITDA está para os CEO das Empresas, seja do PSI 20, do Cac40, do DAX ou do Dow Jones (viram? Mais 6 siglas….). CEO que se preze entrega EBITDA, mostra crescimento do EBITDA todos os anos aos acionistas pois é isso que faz a subida das ações, dividendos e, claro, bónus e stock-options.

Devem os Políticos concentrar-se em entregar valor “aos seus acionistas” através exclusivamente de aumentos do PIB? Ou deveriam, por exemplo, concentra-se nas reais condições de vida, no aumento real da qualidade de vida dos seus concidadãos? Ou ainda no índice de felicidade das populações?

Devem os CEO concentrar-se em entregar valor aos seus acionistas através exclusivamente de aumentos do EBITDA? Ou deveriam, por exemplo, concentrar-se nas reais condições de vida, no aumento real da qualidade de vida dos seus Colaboradores e concidadãos? Ou ainda no índice de felicidade dos seus Colaboradores e da companhia?

É uma discussão antiga, mas que ainda não teve sucesso ou para a qual não há respostas fáceis. Quando perguntado diretamente muitos tendem a concordar que efetivamente deveríamos pugnar, sobretudo, pela Felicidade. Mas no final do dia o que conta é a entrega de valor….

De que serve a um Treinador dizer que ficou em segundo lugar no campeonato, mas os seus jogadores são os mais felizes da Liga?

Por outro lado, de que serve a um CEO ter a maior subida das ações e pagar um generoso dividendo, mas os seus Colaboradores não se sentirem felizes?

Ou ainda, um Político dizer que tem o maior crescimento do PIB, mas os seus concidadãos não se sentirem felizes.

Já foram ensaiados vários índices de felicidade, mas na prática servem apenas para produzir efémeras páginas de jornal no dia em que são lançados. Tipo, o país “A” é o mais feliz do Mundo. O país “B” está em 23º lugar no índice de felicidade….

Felicidade Interna Bruta (FIB) ou Gross National Happiness (GNH) ou mesmo o “bem-estar” são conceitos que existem. A própria Organização das Nações Unidas tem trabalhado muito este conceito desde há vários anos.

Numa altura em que a Europa atravessa uma crise de identidade, que os Estados Unidos da América vivem os tempos que vivem, que o Japão já não é a gazela do crescimento que foi em tempos e em que África se fica tantas vezes como a eterna promessa, talvez fosse interessante pensar em algo mais profundo e que possa ir de facto ao encontro da felicidade dos habitantes do planeta Terra.

Fica o desafio!

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