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A opinião de Pedro Matias
A Hora do Planeta: Tecnologia & Sustentabilidade
24 de maio de 2019
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A Hora do Planeta: Tecnologia & Sustentabilidade

A globalização existente hoje em dia que torna o Planeta Terra cada vez mais pequeno e em que qualquer lugar está (quase…) à distância de um voo low-cost e à distancia de um click no ecrã de um qualquer dispositivo móvel fruto do desenvolvimento tecnológico vertiginoso que nos assola todos os dias, leva a que seja, mais do que nunca, necessário compreender o passado, como chegamos até aos dias de hoje e como devemos perspetivar um futuro para o Planeta Terra e os seus habitantes no quadro de um desenvolvimento sustentável.

Não muito distante do dia de hoje seremos cerca de 10.000 milhões de habitantes no Mundo e se já na atualidade se percebe o impacto que o “Homem” provoca nos recursos do Planeta, então será fácil perceber que não podemos, de todo, continuar a ter o mesmo tipo de comportamentos.

A adoção de medidas de evolução da espécie humana, no quadro de um imprescindível desenvolvimento sustentável, é assim crucial. A responsabilidade é iminentemente política e cabe aos poderes públicos definir, aprovar e efetivamente implementar medidas de ação rigorosas e consequentes com o futuro que queremos.

Não pode, contudo, o individuo, cada um de nós, se desresponsabilizar da obrigatoriedade que tem para com o futuro e de deixar às gerações vindouras um Mundo melhor. O conhecimento que existe hoje em dia e a tecnologia disponível já não são compatíveis com comportamentos desonestos para com as gerações futuras.

O desenvolvimento sustentável está por isso na ordem do dia e como sabemos este pode ser dividido essencialmente em três componentes: a sustentabilidade ambiental, a sustentabilidade económica e a sustentabilidade sociopolítica.

E não foi há muito tempo que este conceito começou a ser usado, discutido e colocado na agenda política dos Governos. Foi em 1987, no âmbito do Relatório Brundtland (um relatório elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Assembleia das Nações Unidas), que este conceito foi avançado.

No fundo é o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Ou seja, possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da Terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

É este o pano de fundo sobre o qual o livro Tecnologia & Sustentabilidade se debruça e é sobre algumas destas temáticas que o mesmo desenvolve relatando casos concretos e reais. Que contributo pode hoje em dia dar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação para o desenvolvimento sustentável do “Homem” e do “Planeta”? Dai a designação “Binómio Tecnologia & Sustentabilidade”.

O que este livro traduz é uma abordagem diferenciada à dinâmica entre a tecnologia e a sustentabilidade e o seu impacto no Mundo atual. Por um lado, dando um enquadramento inovador sobre um conjunto de oportunidades, ameaças e tendências de setores ligados aos 4 elementos da natureza (ar, terra, fogo e água). Por outro, enunciar um conjunto de casos práticos em Portugal e na Europa que ilustram lições integradas de colaboração, inovação e liderança.

A maneira mais inteligente de podermos chegar a conclusões e a ensinamentos que nos permitam alterar hábitos e comportamentos, sejam individuais sejam coletivos, é através de exemplos concretos e reais e dai a virtude do trabalho que será apresentado nas páginas seguintes. Este não é um trabalho meramente teórico. É um trabalho que resulta de projetos e iniciativas de centenas de pessoas, algumas do melhor que temos no Mundo, que investem tempo, dinheiro, recursos e tantas vezes a sua vida inteira na busca de soluções para mais e melhor futuro. São projetos reais para situações reais.

São assim retratadas sete lições: “E tudo começou com o Big Bang”; “A luz onde está, logo aparece”; “Nem tudo o que vem à rede, é peixe”; “O saber não ocupa Espaço”; "Não há boa terra sem bom lavrador"; “Em casa de ferreiro, o espeto é de pau”; e “Uma MUDAnça necessária”.

Como disse um dia Mia Couto, “a globalização começou com o primeiro Homem”, por isso, num Mundo que deverá atingir a muito breve trecho os 10.000 milhões de habitantes não se pode, de forma alguma, ignorar a mesma. Aprender com o passado e colocar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação ao serviço do Homem no quadro de um desenvolvimento sustentável é absolutamente crucial. Não é sequer uma escolha. É o caminho.

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