A Ascensão do Streaming: o “quê, onde e quando” feito à medida

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A opinião de Vítor Dourado
A Ascensão do Streaming: o “quê, onde e quando” feito à medida
28 de Fevereiro de 2024
A Ascensão do Streaming: o “quê, onde e quando” feito à medida
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A Ascensão do Streaming: o “quê, onde e quando” feito à medida
Vítor Dourado
Chief Investment Officer do Havas Media Network Portugal

Não é novidade que o cenário mediático contemporâneo tem vindo a enfrentar um desafio crescente: num mundo cheio de estímulos visuais e informação instantânea, como é que se prende a atenção dos consumidores num curto espaço de tempo? A este desafio junta-se uma nova variante que tem entrado de forma progressiva, mas proeminente, no jogo: como cativar a atenção dos consumidores num curto espaço de tempo, especialmente quando estes detêm agora o poder de decisão constante sobre o conteúdo que consomem?

Este desafio assume-se como uma variante cada vez mais relevante à medida que o consumo de conteúdo on-demand e streaming continua a crescer exponencialmente a olhos vistos. Tal como revelaram os dados da edição mais recente do estudo Meaningful Media, da Havas Media Network, o streaming emerge cada vez com mais predominância como protagonista na gestão pessoal do tempo de entretenimento, principalmente junto das faixas etárias mais jovens.

Num jogo onde os consumidores são árbitros soberanos do seu entretenimento, a ascensão do on-demand representa um ponto de viragem significativo para os media tradicionais. Esta preferência, mais significativa nas faixas etárias entre os 15 aos 34 anos, por escolhas mais flexíveis e personalizadas, reflete não só uma polarização nos hábitos de consumo entre os consumidores, mas também uma transformação na própria dinâmica do entretenimento.

O espectador moderno já não está restrito a uma programação predeterminada; em vez disso, assume o papel de curador, selecionando ativamente o que assiste e quando o faz num contexto onde o "a qualquer hora, em qualquer lugar" redefine as expectativas do público e desafia o paradigma tradicional de transmissão linear.

Isto significa que o crescente consumo de conteúdo on-demand e streaming não só proporciona aos consumidores um controlo sem precedentes sobre o seu entretenimento, mas reconfigura consequentemente as estratégias dos media mais tradicionais. Ao manterem uma posição sólida no ranking de credibilidade atribuída pelos consumidores, com os canais de TV abertos, os jornais e a rádio a assegurar este pódio, estes media tradicionais precisam de tirar partido da confiança que lhes é ainda atribuída pelos consumidores para se adaptarem às novas tendências de consumo e manterem a sua relevância.

Os media são compelidos a repensar a forma como se envolvem com o público e a adaptar-se a um contexto onde a fidelidade do espectador é conquistada não pela imposição, mas pela entrega de conteúdo relevante e envolvente. Como podem, então, os grupos de media aproveitar o seu legado de confiança e credibilidade para se adaptarem a estas novas tendências de consumo, onde a decisão do Quê, Quando, Onde e Como foi transferida para o consumidor?

A resposta reside na inovação e na personalização. O lançamento de novos produtos e serviços, juntamente com a aposta em conteúdos únicos e relevantes que permitam ser explorados e monetizados em várias plataformas, são algumas das hipóteses que se levantam e que será interessante perceber a viabilidade e eficácia destas e muitas outras estratégias possíveis para fazer frente a este formato de consumo de livre-arbítrio.

É certo que há perguntas ainda sem resposta e que suscitam novas perguntas: num contexto onde o lançamento de novos produtos e serviços não compensa de imediato a perda de receitas publicitárias das transmissões lineares, os grupos de media enfrentam o desafio de rentabilizar o espaço publicitário disponível. Estará a resposta na emissão de conteúdos para todos e, simultaneamente, na segmentação da publicidade, emitido diferentes blocos publicitários para diferentes targets, tornando-a mais relevante para o consumidor?

Olhando para o futuro, a alteração das principais plataformas de streaming de vídeo para modelos mistos de subscrição e publicidade, prevista para o segundo semestre de 2024 em Portugal, promete também uma transformação significativa. Este movimento não apenas diversifica as fontes de receitas para os grupos de media, mas também oferece aos consumidores uma escolha flexível entre modelos de pagamento.

A adaptação a este novo panorama será crucial para os grupos de media e o futuro do cenário mediático dependerá, em grande medida, da capacidade dos media tradicionais de inovarem face a este novo paradigma de consumo e formatos de entretenimento.

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