
Newsletter
Pesquisa

Um estudo da Hays mostra que o trabalho presencial, remoto ou híbrido é uma prioridade máxima ou um fator muito importante na avaliação de novas oportunidades profissionais.
O modelo de trabalho é um fator importante para a maioria dos profissionais portugueses na avaliação de uma nova oportunidade de emprego. Segundo um estudo da Hays realizado em 2026, 87% dos trabalhadores inquiridos consideram a possibilidade de trabalhar em regime presencial, remoto ou híbrido uma prioridade máxima ou um fator muito importante.
Os dados, citados em comunicado, colocam a flexibilidade na organização do trabalho entre os critérios considerados pelos profissionais quando avaliam uma mudança de emprego. A questão surge num contexto em que as empresas continuam a procurar formas de atrair e reter talento, enquanto os trabalhadores valorizam cada vez mais as condições em que o trabalho é realizado.
A importância atribuída à flexibilidade é também refletida noutros dados relativos ao mercado português. De acordo com o Experis Tech Talent Outlook, referente ao segundo trimestre de 2026, 35% dos empregadores do setor tecnológico apontam a flexibilidade de horários como uma das medidas para responder aos desafios relacionados com o talento. Seguem-se os aumentos salariais, com 30%, e a flexibilidade quanto ao local de trabalho, com 28%.
Equilíbrio entre vida pessoal e profissional
Os dados da Randstad Workmonitor 2026 apontam para outra dimensão da questão: o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Em Portugal, 51% dos profissionais inquiridos identificam este fator como a principal razão para permanecerem no atual emprego, enquanto 23% apontam a remuneração e os benefícios.
O mesmo estudo indica que metade dos profissionais portugueses inquiridos já deixou um emprego por falta de autonomia. Do lado das empresas, oito em cada dez empregadores consideram que a autonomia contribui para aumentar o compromisso e a produtividade.
O impacto na retenção de talento
A relação entre flexibilidade e retenção é também analisada num estudo da International Workplace Group (IWG) e da Arup, que estima o impacto económico que a permanência de profissionais pode ter nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Segundo o estudo, a retenção de talento poderá representar um potencial ganho de produtividade de 204,7 mil milhões de dólares nos Estados Unidos e 10,8 mil milhões de libras no Reino Unido ao longo de cinco anos. Estes valores correspondem a estimativas dos autores para esses dois mercados e não constituem uma projeção específica para Portugal.
O estudo identifica o trabalho híbrido como uma das estratégias que as empresas podem utilizar para atrair e reter profissionais. Entre os dados apresentados, 81% dos responsáveis de recursos humanos inquiridos consideram o modelo híbrido fundamental para a retenção de talento, enquanto 86% apontam a flexibilidade como o benefício profissional mais procurado pelos trabalhadores.
Em Portugal, os diferentes estudos apontam para a mesma dimensão da discussão: a forma como o trabalho é organizado tornou-se um critério relevante para os profissionais quando avaliam novas oportunidades e decidem permanecer numa empresa.
Artigos Relacionados
fechar

O melhor do jornalismo especializado levado até si. Acompanhe as notícias do mundo das marcas que ditam as tendências do dia-a-dia.
Fique a par das iniciativas da nossa comunidade: eventos, formações e as séries do nosso canal oficial, o Brands Channel.