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Uma reflexão sobre os desafios de futuro
30 anos de ModaLisboa: “e agora?”
12 de Outubro de 2021
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30 anos de ModaLisboa: “e agora?”

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“And Now What?”. A pergunta reflete o momento vivido atualmente pela indústria da moda. Depois de uma pandemia que quebrou o ciclo do setor, são muitas as perguntas e os desafios que surgem pela frente. Foi este o mote escolhido para uma edição marcante da ModaLisboa: o público regressou e celebraram-se os 30 anos do evento.


Ao entrar no Capitólio, no Parque Mayer, ainda que sob as restrições às quais a pandemia já nos habitou, sente-se a azáfama da organização e dos convidados. Afinal de contas, há dois anos que os profissionais ligados ao setor e o público não se reuniam neste que é para muitos o maior evento de moda a nível nacional.


“Temos 30 anos de especialização em eventos físicos e, de repente, o que estávamos a fazer não tinha a ver com a natureza do nosso trabalho. Tivemos de repensar outras equipas e pensar a moda do ponto de vista do ecrã. Agora voltámos a ter público e parece que já não sabemos como lidar. Todos nós, o próprio publico, os criadores, aqueles que estão no backstage estão a reaprender a funcionar. Uma edição digital tem outras metodologias de funcionamento. É gravada antes e tem toda uma outra logística.


Estamos todos a reaprender, inclusive a reaprender a cumprimentar-nos, que era uma coisa natural na área da moda”, começa por nos dizer a presidente da ModaLisboa, Eduarda Abbondanza, que há 30 anos, juntamente com Mário Matos Ribeiro, seria a responsável por fundar um evento que se tornou decisivo para o desenvolvimento da indústria em Portugal, dando a conhecer ao mundo os melhores, mas também as novas gerações de designers nacionais.



Se na primeira edição, que aconteceu em abril de 1991 no Teatro São Luiz, 13 criadores apresentaram coleções para o inverno de 1991/92, 30 anos depois, a 57ª edição, realizada na Estufa Fria, no Capitólio e também em formato digital, contou com 21 apresentações de marcas e designers nacionais, sem estação associada. A grande novidade foi o regresso do público, depois de uma edição totalmente digital em março e de outra totalmente ao ar livre em outubro do ano passado.

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Foram quatro dias de desfiles, conversas e workshops, para celebrar a moda de autor, debater sustentabilidade e futuro e a assistir ao encontro entre Moda e Inovação, numa altura em que são muitas as questões em cima da mesa principalmente depois de uma paragem que o setor nunca antes tinha vivido. O mote “And Now What?” parte precisamente desta ideia.



Apesar da paragem, vive-se uma altura de verdadeira revolução na indústria. “Foram dois anos em que as coisas aparentemente pararam, mas não pararam. Fez-se imensas coisas, por exemplo na área da sustentabilidade. Se nós olharmos houve realmente passos importantes, nomeadamente na indústria portuguesa, mas há ainda tanta coisa por fazer. Uma das ações a fazer é tentar canalizar toda a tecnologia desenvolvida e em desenvolvimento para a boa ação, que é produzir menos desperdício, o menos tóxico, ser mais inclusivo. Com esta evolução das malhas 3D e dos próprios tecidos é possível se calhar fazer outro tipo de roupa genderless. (…) Portanto, fazer com que a tecnologia seja uma aliada no «fazer bem»”, refere Eduarda Abbondanza.


Entre as marcas e criadores que apresentaram coleções nesta edição estiveram Constança Entrudo, Carlos Gil, Ricardo Preto, Buzina, Gonçalo Peixoto, Luís Carvalho, Nuno Baltazar, Cravo Studios, Béhen e Fora de Jogo. Destaque para os regressos de Luís Buchinho e Nuno Gama. “Estava cheio de saudades. Durante dois anos morres de saudades de tudo isto.


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É o momento, os desfiles, os amigos, os clientes. É uma grande montra e uma forma de mostrarmos o nosso trabalho”, afirma o designer, que no seu desfile pintou e desenhou o Alentejo, refletindo a jornada pandémica que percorreu e em que se questionou como se encontraria o mundo depois de reparar no ritmo frenético em que vivia.



De referir ainda que, além dos criadores conceituados, a ModaLisboa voltou a apresentar o “Sangue Novo”, concurso destinado a finalistas de cursos superiores de Design de Moda de escolas nacionais e internacionais e jovens 'designers' em início de carreira, de onde saíram cinco finalistas que vão disputar os prémios na próxima estação. Um palco para as novas gerações de talento.


É caso para dizer que, apesar da paragem e da crise, a moda nacional continua viva e recomenda-se. Apenas está à procura de respostas, como o resto do mundo.


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