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A opinião de Nuno Crispim
TikTok: bate leve, levemente…
27 de Julho de 2021
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TikTok: bate leve, levemente…
Nuno Crispim
Diretor de Marketing Vitacress

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O que dizer de uma rede social que em 30 minutos consegue descortinar motivações e sentimentos que os utilizadores, maioritariamente muito jovens, podem ainda nem ter reconhecido em si próprios?


E quando o algoritmo usa essa informação para os manter agarrados ao ecrã, servindo conteúdos que amplificam o seu estado de espírito, sem bússola moral que diferencie vídeos positivos que os animam de vídeos deprimentes que os afundam?

 

Para quem acha que o Facebook já deu o que tinha a dar, agora que as preocupações com a privacidade quase eliminaram a partilha da vida idílica de cada um e que os conteúdos transbordam de comentários ignóbeis de ativistas de sofá, e para aqueles a quem o Instagram nunca disse muito, ainda que fosse mais polido e onde porventura ainda subsistam algumas “comunidades”, eis que ganha tração a próxima droga de eleição: o TikTok.

 

Esta rede social entra pela via do conteúdo original, sob a forma de vídeos de muito curta duração (alguns com menos de 10 segundos), graças a ferramentas práticas e intuitivas de edição que permitem a qualquer um fazer uma montagem pronta a partilhar, qual YouTube super aditivado, pronto para um zapping alucinante. Aqui a palavra de ordem é “entretenimento”, com os utilizadores a produzirem conteúdo, não necessariamente só sobre si ou o seu dia a dia, mas também explorando ideias originais ou seguindo tendências de outros criativos que se tornam virais com a mesma velocidade com que desaparecem.

 

À semelhança das restantes plataformas, a chave do sucesso está relacionada com a exposição a conteúdos que nos interessam, recompensando o cérebro com doses de dopamina subtis, mas eficazes, alavancadas pela facilidade de partilha com familiares, amigos e desconhecidos, mesmo que não tenham a aplicação instalada.

 

Com o entretenimento no seu centro, o efeito de rede de amigos e páginas subscritas com um “like” é menos relevante, embora esses mecanismos também existam. O que aqui brilha é a “fyp” ou “for you page”: uma sequência de vídeos alinhados por um algoritmo curador, que avalia o tempo gasto com cada tipo de vídeo para servir a cada utilizador mais e mais daquilo a que este responde, ao ponto de se poder tornar num espelho de uma realidade que nem sempre queremos reconhecer.

 

Segundo o Wall Street Jornal, podem bastar 30 minutos para traçar o nosso perfil, com uma eficácia tal que 90% dos vídeos que veremos daí em diante resultem de uma escolha automática que afina e afunila o tipo de conteúdos, ao ponto do jornalista usar a expressão “down the rabbit hole”, numa alusão à facilidade com que podemos descender a um beco sem saída, onde nos é servida uma sequência interminável de vídeos pouco ou nada validados relativamente à sua adesão aos princípios da plataforma, por exemplo no que diz respeito à presença ou incitação de violência, desinformação, discriminação, etc.


Numa altura em que no Facebook pululam posts como o de alguém que se indigna contra a proliferação de baloiços em pontos turísticos de Portugal, e em que o Instagram prolifera com influenciadores, o TikTok dá uma sensação mais democrática de acesso a conteúdos e criadores, ajudada por um algoritmo que, embora possa afunilar os temas, dá uma oportunidade de exposição mundial a todos os seus conteúdos, em vez de se concentrar exclusivamente nos que já demonstraram ter maior tração, pelo número de likes ou de subscritores do seu criador.

 

Não admira por isso que, tal como tantas tecnologias digitais, tenha riscos que se vão ponderando à medida que os problemas vão surgindo, pouco ou nada impedindo a sua adoção voraz. Como com as restantes, há que avançar com cuidado, fazendo um esforço adicional para juntar esta fonte de informação/ entretenimento a muitas outras para não perder a perspetiva. E não: não é só para malta jovem.



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