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A opinião de Nuno Crispim
Supermercado online? Nem à força de pandemia…
30 de dezembro de 2020
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Supermercado online? Nem à força de pandemia…

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O comércio online, em particular o de bens de grande consumo como os que compramos no supermercado (FMCG), tem demorado a ganhar terreno face às lojas físicas, provavelmente devido a uma confluência de várias faltas de interesse.


Do lado do retalhista com lojas físicas, este continua a ser um negócio difícil de rentabilizar: ou usa a infraestrutura de que já dispõe, sujeitando-se a baixas eficiências, visíveis por exemplo nos colaboradores que andam pelo supermercado a encher um carrinho com produtos que minutos antes tinham sido repostos pelos seus colegas (e que voltarão de seguida para os repor), ou desenvolve uma plataforma logística dedicada, mais eficiente, para a qual ainda não tem um volume de encomendas que a torne viável.

 

Do lado do consumidor, a ida ao supermercado é muitas vezes vista como uma atividade lúdica, pelo que além da resistência natural à mudança, o tempo, esforço e custo que despende nestas deslocações é desvalorizado, demonstrando pouca apetência para suportar o mínimo dos custos de transporte. O facto de desconfiar da qualidade do que vai receber e de ter de ultrapassar a barreira da primeira compra, encontrando o que procura numa miríade de menus e sub-menus, não ajuda.

 

Os retalhistas digitais locais são ainda incipientes, e os internacionais, como a Amazon, sendo uma ameaça real com bolsos fundos e estratégia predatória, são para já pouco mais que uma ameaça latente.

 

Face a este triunvirato, uns mais que outros, os retalhistas nacionais têm vindo a desenvolver a sua oferta digital, ainda que sem grande empenho: afinal de contas, quão difícil seria utilizar o histórico de compras do cartão cliente para facilitar a monumental tarefa que é a primeira compra online?

 

Mas eis que chega a pandemia: nada como uma boa dose de medo para acelerar processos de transição. Contudo, se no que diz respeito à adoção do teletrabalho se provou que o impossível afinal não era assim tão difícil, nas compras online ainda não foi desta que se deu uma revolução.

 

É certo que nos primeiros dias, talvez no primeiro mês, a procura disparou: com medo (ou proibido) de sair de casa, o consumidor estava finalmente disposto a suportar não só o pincel de fazer a primeira grande compra online, mas também o custo de entrega, apenas para esbarrar contra as limitações na capacidade de entrega que dilataram os prazos em muito casos para cima de um mês, tornando este canal numa opção inviável e encaminhando o consumidor de volta para a loja física.

 

Sim, as vendas online chegaram a triplicar, tendo estabilizado algures em torno do dobro, o que foi certamente um feito para as equipas que o concretizaram, mas ainda assim não chegaram para ultrapassar os 5% do total de vendas. Nas lojas físicas, vimos também o expectável aumento dos grandes supermercados e pequenas lojas tradicionais/livres serviços, em detrimento dos hipermercados, na medida em que a proximidade e rapidez da compra se sobrepuseram à variedade e até ao preço no momento de escolher onde comprar, mas o peso de cada um destes formatos não variou mais de que um ponto percentual (ainda que tenha havido alterações significativas ao nível do número de lojas visitadas e da frequência de compra, que diminuiu, e do valor e número de unidades por cesta, que aumentou).

 

Claro está que para muitas marcas e pequenos negócios o canal online revelou-se uma rampa de lançamento ou mesmo uma tábua de salvação, mas como um todo, no universo FMCG (Fast Moving Consuming Goods), não só a loja física como o seu mix de formatos demonstraram uma grande resiliência. E se nem com uma pandemia o canal online disparou de vez, talvez só mesmo com a chegada do terramoto chamado Amazon, com a sua oferta de produtos abrangente e diferenciada, e os seus processos de compra, pagamento e entrega facilitados, consigamos passar dos 5% de peso deste canal, a caminho dos 20% da Coreia do Sul. Consta que já faltou mais...



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