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ClickSummit segundo dia
Parem as rotativas: a sua estratégia digital poderá estar errada (teoricamente)
12 de outubro de 2018
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Parem as rotativas: a sua estratégia digital poderá estar errada (teoricamente)
Marco Silva
Jornalista

Licenciado em comunicação, apaixonado por música e pelas coisas boas da vida. Uma boa história, uma boa conversa são coisas que não têm valor mensurável e é isso que tento trazer para o trabalho que faço.

Se segue o universo dos YouTubers já deve ter ouvido falar em Gary Vaynerchuk, foi um dos keynote speakers na Web Summit no ano passado, e uma das principais figuras da VaynerMedia, e é um dos gurus do digital da atualidade. Eric Fulwiler é Diretor Executivo da VaynerMedia e foi um dos oradores do segundo dia da 5ª edição do ClickSummit.

Eric partilhou com a plateia algumas das opções de trabalho da VaynerMedia, garantiu que não estava a afirmar que este era o caminho, pois esse ninguém o conhece, mas referiu que encontra alguma utilidade nesta forma de trabalho e que tem vindo a dar muito bons resultados à sua agência.


“Demasiadas pessoas estão a fazer Marketing como se fosse 2009. (ou 1999)”


“Demasiadas pessoas estão a fazer Marketing como se fosse 2009. (ou 1999)” - foi com esta punchline que o orador conquistou a audiência logo ao início da sua apresentação. Explicou o que a seu ver estava de errado em algumas empresas, mas para este artigo vamo-nos focar no que, segundo o orador, devia ser feito.

Eric afirmou que as empresas e as agências deviam contratar criadores e não criativos. Afirmou que para a VaynerMedia se uma solução é horrível e faz o seu trabalho é sempre preferível a uma solução bonita e cara que não faz o que é suposto.

O colega de Gary Vaynerchuk também falou de uma postura empresarial à qual ele chama de “No Business” vs. “Yes Business”. Um “Yes Business” são aquelas empresas que estão demasiado focadas em encontrar a resposta perfeita, e ao perder tempo a procurar essa resposta ‘perfeita’ passam ao lado de muitas respostas razoáveis. O “No Business” consiste em que os Gate Keepers, gestores e curadores de uma marca decidam o que não querem absolutamente comunicar tornando assim mais ampla a possibilidade de mensagens que podem ser difundidas. As ideias razoáveis podem originar em boas ideias.

Fulwiler também falou na importância de se produzir “a shitload of content”, mas não só. Este conteúdo produzido em barda serve também para sondar o mercado. O especialista referiu que é boa ideia testar em publicações orgânicas o que resulta e o que não e pegar nas ideias que resultam. Por ex: um post de Facebook que fica viral, a ideia desse post é trabalhada e transformado num vídeo de 10 segundos, o vídeo de 10 segundos resulta e é transformado numa campanha, e assim sucessivamente.

Esta é uma forma de usarmos dados para perceber o que o consumidor realmente quer. Eric referiu que em 2018 já não precisamos de andar a adivinhar, temos que nos comportar como cientistas e matemáticos e simplesmente seguir os dados. A experimentação é talvez dos processos mais importantes.

As marcas têm também de pensar cada vez mais como publicações e menos como publicitários. Uma marca que investe muito dinheiro num spot ou numa campanha assente num racional que não foi testado está a correr um risco muito grande, porque os consumidores na sua sala podem estar sentados à frente da TV, mas basta percorrerem a sua rede social de eleição para encontrarem um post mais personalizado que o anúncio que está a passar à sua frente. Esta publicação numa rede social rouba-lhes a atenção talvez durante o mesmo tempo que o anúncio e custou muito menos, e talvez poderá ser um teste de alguma marca para uma ideia maior, dependendo da interação da publicação.

Para terminar a sua apresentação Eric foi buscar o exemplo de um dos primeiros spots feitos para TV. “É de uma marca de relógios chamada Bulova. E foi um dos primeiros anúncios a ser feito para este meio”. A audiência riu-se da simplicidade do anúncio, era uma imagem estática com uma voz off, basicamente, um anúncio de rádio com uma foto por cima.


“Mas não se riam” - apressou-se a concluir. “É aqui que eu acho que está o marketing digital nos dias que correm. Daqui por uns bons anos vamos olhar para trás e dizer [Já viram o que eles faziam em 2019? Agarravam em spots de TV e punham-nos na Internet]”

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