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A opinião de João Gomes De Almeida
És meu irmão, amigo, és meu irmão.
11 de novembro de 2020
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És meu irmão, amigo, és meu irmão.
João Gomes de Almeida
Managing Partner da Buzziness

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Desde que fui pai que aprendi a colocar várias aspectos da minha vida em perspectiva, quer a nível pessoal, quer a nível empresarial. Mas para esta crónica o que realmente importa é a dimensão profissional.


Porque em última instância - mesmo que alguns o tentem negar - é desta dimensão que depende muita da nossa estabilidade emocional, auto-estima, orgulho próprio e claro, não menos importante, o dinheiro que nos permite adquirir bens materiais e alimentos para nós e para quem depende de nós.

 

Quando no dia 12 de Março a sociedade como um todo se uniu para pedir aos governantes que fechassem o país - eu incluído - não pensámos em tudo o que estaria para vir e muito menos nas graves consequências que existiriam para milhares e milhares de famílias portuguesas. É verdade que estávamos perante uma emergência sanitária, é verdade que era preciso "achatar a curva" e é verdade que - fazendo fé nos especialistas - foram poupadas desta forma muitas vidas.

 

Mas, voltando ao início desta crónica, esquecemo-nos de colocar esta pandemia em perspectiva. Esquecemo-nos que é fácil ao deputado, ao funcionário público, ao empresário do sector que não foi afectado, ao reformado, ao estudante e ao trabalhador por conta de outrem - protegido muitas vezes por um contrato de trabalho vitalício - dizer "vamos fechar tudo e vamos para casa".

 

Pior ainda, esquecemo-nos que sete meses depois, a quarenta e poucos dias do Natal, haveria milhares de pequenos empresários da restauração a ver o trabalho de uma vida desaparecer, hoteleiros e os seus funcionários destroçados, famílias com os dois pais desempregados e profissionais da área dos eventos arruinados. Esquecemo-nos que sem pessoas na rua não há quiosques, que sem quiosques não se vendem jornais, que sem jornais não há jornalistas, que sem jornalistas não há jornalismo e que sem jornalismo não há Democracia. Assim mesmo, com D maiúsculo.

 

Se me dessem a escolher preferiria qualquer maleita do mundo a faltar um dia que fosse uma refeição ao meu filho. Qualquer uma das pessoas que lê esta crónica acredito que também. Para percebemos a real dimensão desta crise na vida de muitas pessoas temos que olhar exactamente desta forma para elas: como pessoas. Pais, mães, filhos, pessoas como nós.

 

No mais bonito poema de Natal da língua portuguesa, José Carlos Ary dos Santos diz-nos que o "Natal é sempre que o homem quiser" e como que dando-nos um soco no estômago faz questão de nos lembrar daqueles pais que inventam "ternura e brinquedos para dar" e "bonecas e comboios de luar". E que sofrem porque "mentes ao teu filho por não os poderes comprar".

 

Fala-nos também da fome no Natal de outros tempos, tempos que há um ano pareciam tão longínquos: "tu que vês na montra a tua fome que eu não sei / fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei / pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei és meu irmão, amigo, és meu irmão".

 

Seria uma heresia dizer que os publicitários, as marcas, marketeers e os comunicadores inventaram o Natal. Mas a verdade é que contribuíram muito para aquilo que ele representa no nosso imaginário. Se somos co-responsáveis por esta altura mágica do ano, temos que ser responsáveis na hora de ajudar os nossos irmãos que passam por


dificuldades e isso só será possível se não deixarmos ninguém para trás. Se ajudarmos na medida do possível e se incentivarmos as marcas que trabalhamos a salvarem o Natal de muitas famílias.

 

Por favor, nesta altura do ano, vão a restaurantes, comprem prendas nacionais, não deixem budget publicitário por gastar, contratem pessoas, assinem jornais, comprem media, programem eventos coorporativos dentro das regras possíveis, patrocinem eventos no digital e não deixem nenhum parceiro para trás.

 

Tudo isto porque, como dizia o poeta, "tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento / és meu irmão, amigo, és meu irmão".



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